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Autor: Dr. Daniel Panarotto

A prevenção da obesidade e diabetes tipo 2 está diretamente ligada à saúde metabólica e à forma como o organismo responde à insulina. 

No Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, celebrado em 11 de outubro, entender essa relação ajuda a enxergar a obesidade como uma doença crônica e multifatorial, e não apenas como consequência de escolhas alimentares.

O que isso quer dizer na prática? Confira o conteúdo até o final e descubra!

 

Prevenção da obesidade e diabetes tipo 2: como o excesso de peso aumenta o risco?


O excesso de gordura corporal, principalmente na região abdominal, pode provocar alterações metabólicas e inflamatórias. 

Como consequência, as células podem responder menos à ação da insulina. Isso aumenta o esforço do organismo para manter a glicose dentro dos níveis recomendados.

Por esse motivo, pessoas com sobrepeso ou obesidade apresentam maior risco de desenvolver diabetes tipo 2. Quanto maior e mais prolongado o excesso de gordura corporal, maior pode ser o impacto metabólico.



 

O que é resistência à insulina?


A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas. Ela ajuda a glicose presente no sangue a entrar nas células, onde será usada como fonte de energia.

Na resistência à insulina, as células deixam de responder adequadamente a esse hormônio. Então, o pâncreas produz mais insulina para compensar.

Com o tempo, ele pode não conseguir manter essa demanda. Assim, a glicose aumenta e pode surgir primeiro o pré-diabetes e, posteriormente, o diabetes tipo 2.

 

Quais fatores favorecem o desenvolvimento do diabetes tipo 2?


O risco não depende apenas do peso corporal. Outros fatores também precisam ser considerados, tais como:

Histórico familiar de diabetes;

 

  • Idade;
  • Sedentarismo;
  • Alterações metabólicas;
  • Hábitos de alimentação;
  • Qualidade do sono;
  • Condições de saúde, como hipotireoidismo e Ovários Policísticos (SOP);
  • Uso de determinados medicamentos, como antipsicóticos e antidepressivos.



Por isso, a avaliação deve considerar o conjunto desses fatores, e não apenas um indicador isolado.



 

Toda pessoa com obesidade desenvolve diabetes?


Não. A obesidade aumenta o risco, mas não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá diabetes tipo 2.

Da mesma forma, pessoas sem obesidade também podem apresentar resistência à insulina ou diabetes.

Histórico familiar, composição corporal, hábitos de atividade física e outros fatores metabólicos ajudam a explicar essas diferenças individuais.

 

Perder peso ajuda no controle do diabetes tipo 2?


Para pessoas com sobrepeso ou obesidade, a redução de peso pode melhorar a sensibilidade à insulina e favorecer o controle da glicose.

Além disso, a perda de peso moderada pode ajudar a prevenir ou atrasar o desenvolvimento do diabetes em pessoas com risco elevado.

No entanto, a meta de peso precisa considerar as condições clínicas e as necessidades de cada paciente.

 

Quando procurar um endocrinologista?


Com mais de 20 anos de experiência, o Dr. Daniel Panarotto reforça que o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2 não pode se resumir à orientação de “comer menos”.

Ganho de peso persistente, obesidade, pré-diabetes, glicose elevada, histórico familiar de diabetes ou dificuldade para perder peso podem indicar a necessidade de uma avaliação mais completa.

No seu Check-up, o endocrinologista investiga fatores metabólicos, hormonais e clínicos que podem influenciar o peso e o controle da glicose. A partir dessa análise, é possível definir uma estratégia individualizada.

Mais do que olhar para a balança, o objetivo é compreender o que está acontecendo com o organismo e cuidar da saúde metabólica de forma ampla.

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